A fábrica de bikes americana Trek tem um canal muito legal no youtube. Eles não só se gabam de ter ganho 11 grandes voltas nos últimos dez anos mas também tem uma ótima série de pequenos documentários sobre a equipe Astana e sobre o Tour de France sob a ótica dos espectadores e da equipe de apoio. Vale muito a pena conterir.
Era disso que eu estava falando ontém, quando me referi ao que me impossibilitou de dedicar tempo ao blog. O Santa Cruz Moda Cup é um evento voltado para o desenvolvimento da cultura ciclística e elevação do nível técnico dos atletas da região. Ano passado foi nossa primeira edição e conseguimos fazer a maior largada de MTB do NE, com 290 atletas.
Esse ano, dada a repercussão da prova e a empolgação com a qual os atletas procuram informações, acreditamos poder chegar a um número aproximado de 400 atletas. Vale ressaltar que esses números servem de parâmetro para medir o interesse dos atletas da região pelo esporte competitivo não sendo o único objetivo da organização. O que nós queremos é poder proporcionar momentos de alegria, superação e acima de tudo diversão a todos os apaixonados pelas bikes.
Então se você está perto de nós não perca esse desafio, se você está um pouco mais longe aproveite para viajar e pedalar por climas diferentes e pelos vários ecossistemas explorados no percurso desde a caatinga até a mata atlântica. Enfim, de perto ou de longe será um prazer rceber a todos.
Bons treinos e boas pedaladas. Conheça abaixo um pouco mais do Santa Cruz Moda Cup ou visite nosso site www.modacup.com.br.
Realizado na cidade de Santa cruz do Capibaribe – PE, o Santa Cruz Moda Cup chega em sua segunda edição como a maior prova de MTB do Norte/Nordeste.
A prova que foi um sucesso total em 2008 manteve sua principal proposta que é aumentar o nível dos atletas da região e ao mesmo tempo proporcionar para os que estão começando no esporte, uma visão do que é o verdadeiro espírito do MTB.
Para isso a prova conta com três percursos distintos com relevo e distâncias diferenciadas. Segundo os organizadores, os percursos permitem que cada um escolha exatamente o trajeto que se adéqüe mais aos seus objetivos.
Entre as tantas novidades desta edição estão a parceria inédita e exclusiva com Abraão Azevedo. O Campeão Pan-americano de MTB e vice-campeão do Santa Cruz Moda Cup 2008 já confirmou sua presença e preparou uma planilha de treinamento com o objetivo de ajudar os atletas que querem melhorar seus tempos ou simplesmente completar a prova mais tranquilamente.
Abraão Azevedo é presença confirmada
Outra grande atração do evento é a presença do atleta português Mário Roma. O ultramaratonista da equipe BrasilSoul MTBTeam volta ao Nordeste para enfrentar os desafios da região e a força dos nossos atletas.
Ultramaratonista Mário Roma incluiu o Santa Cruz Moda Cup no seu calendário junto as maiorres provas do circuito mundial
No entanto, a grande mudança do Santa Cruz Moda Cup 2009 é o aumento na premiação em dinheiro. “Fizemos um grande esforço para mais que dobrar a premiação total em relação ao ano passado. Tanto a geral quanto as categorias contempladas com prêmios em dinheiro tiveram um aumento substancial da premiação. Esse é mais um dos focos do nosso esforço para elevar o nível do esporte na região. Sabemos que a maioria dos atletas ainda não conta com patrocínio estruturado e depende de bons resultados em grandes provas como essa para continuar lutando por seus sonhos.” Afirma Uziel Aragão, um dos organizadores do evento.”
Ao todo, serão distribuídos R$ 12.960,00 reais em dinheiro. Confira abaixo a relação das categorias.
Premiação para classificação Geral :
1º lugar: R$ 2.200,00
2º lugar: R$ 1.400,00
3º lugar: R$ 1.000,00
4º lugar: R$ 800,00
5º lugar: R$ 600,00
Categorias, Elite Masculina, Sub 30, Sub 23, Júnior, Máster A, Máster B, Sênior A, Sênior B, Over 50, Feminina Open, Dupla e Marcha Fixa, a premiação será:
Olá pessoal, antes de mais nada muito obrigado pelas visitas mesmo com o blog parado. Lá se vão quase oito meses de pouco trabalho por aqui e muito trabalho por aqui www.modacup.com.br
Espero que continuemos nossas discussões sobre o papel da bicicleta no esporte e na sociedade de um modo geral.
E por falar nisso, o que mudou na sua cidade em termos de políticas públicas para a mobilidade urbana durante esses meses e o incentivo ao esporte? Quem terá uma boa surpresa para os cinco leitores desse blog enferrujado?
Com o agravamento da crise financeira mundial, marcas famosas e grandes impérios estão passando o pires para ver se conseguem começar o ano novo trabalhando. É o caso das montadoras de automóveis, aqui representadas por Fiat, GM, Ford e Chrysler.
Mês passado, os executivos das três montadoras americanas foram ao congresso em seus jatos executivos no intuito de conseguir a aprovação de US$ 34 bilhões para evitar a falência e não levaram sequer um plano de investimenos. Resultado: não conseguiram o desejado empréstimo, foram taxados de arrogantes pelos congressistas, pois, vamos concordar, ninguém que anda de jatinho está realmente a beira da falência e ainda tiveram que colocar as tais aeronaves a venda.
Além do detalhamento do que será feito com o dinheiro do contribuinte americano, os dirigentes das montadoras também estão levando em sua bagagem uma bela dose de humildade (?). Eles afirmam que dirigirão seus próprios carros até Washington. A GM prometeu que caso o pacotão seja aprovado reduzirá o salário de seu principal executivo para US$ 1.
Não bastasse tudo isso e toda essa grana, os caras ainda passaram a fronteira para pedir (uma esmolinha pelo amor de deus) US$ 5,44 bi ao governo canadense.
O presidente da Fiat, Sergio Marcchione, afirmou que ”Você precisa de pelo menos 5,5 milhões a 6 milhões de carros por ano para ter uma chance de fazer dinheiro” e que, como a montadora não atinge nem a metade desses números, terá que se unir a outras montadoras. A empresa fechou todas as fábricas na Itália por quatro semanas.
E o pior é que eles vão conseguir tudo o que querem, porque todo o que os governo não querem é que cresçam as taxas de desemprego, a cartada final do complexo metal-mecânico-publicitário. E continuarão a produzir os carros que já não cabem nas ruas, nem nos pátios das fábricas e tampouco nos pátios dos portos. Mas se não cabem mais carros em lugar nenhum, de que adianta utilizar o dinheiro dos contribuintes americanos ou canadenses ou de qualquer outro lugar para salvar empresas que cortarão cada vez mais custos (em busca de lucros cada vez mais altos, ou da simples sobrevivência no mercado, como é o caso agora) e automatizarão cada vez mais suas linhas de montagem, processo esse que levará a demissões sistemáticas.
A corda está apertando mais e mais e só quem não quer não vê que a indústria automobilística, pelo menos em seu formato atual, está com os dias contados. A bolha financeira construída nos últimos dez ou quinze anos era alardeada como desenvolvimento e riqueza e quando estourou não havia nada embaixo dos escombros, não havia sequer escombros. Com o complexo metal-mecânico-publicitário aposto que será a mesma coisa. Um carro vale muito menos do que custa para o proprietário e custa muito mais do que vale aos cofres públicos. É insustentável e depois dessa crise toda, ninguém vai poder dizer que foi pego de surpresa.
Por favor, não pensem que eu abandonei o blog. Ultimamente está me faltando paciência, idéias, e a crença num futuro melhor. Mas é apenas o colapso do capitalismo. Depois passa. Como bem escreveu o Zé Simão essa semana, por conta da crise mundial a famosa luz no fim do túnel está desligada por tempo indeterminado. É rir pra não chorar. Achei o vídeo abaixo no bikeradar.com. Vai lá que tem mais. Trouxe esse porque achei mais criativo.
Depois de um longo silêncio deste blogueiro, eis que surge mais um capítulo da série Medidas Para o Brasil Contornar a Crise. A iniciativa da qual trataremos hoje já foi concretizada e será de grande benefício para todos os munícipes da cidade de São Paulo que devem estar radiantes em ver seus tributos tão bem empregados. Chama-se Renault Roadshow. Segundo reportagem da Folha Online, a prefeitura de São Paulo mandou recapear cerca de 1200 metros de apenas uma das faixas da avenida Pedro Álvares Cabral ao custo total de cerca de R$ 435 mil para que a montadora de automóveis francesa Renault faça promoção de seus produtos. A reportagem afirma ainda que toda a operação de reorientação e coordenação do trânsito no dia do evento (30/11/08) será custeada pela prefeitura. Lá se vão mais R$ 54 mil e o departamento de marketing da montadora agradece.
Ao que pode nos parecer apenas uma atitude subserviente ou até um indício de corrupção, suborno ou seja lá o que, os representantes do poder público afirmam que tudo faz parte de um plano de popularização de modalidades esportivas consideradas inacessíveis às camadas menos favorecidas da sociedade. São elas Fórmula 1, tênis, golfe e rúgbi, entre outras.
No site da secretaria de esportes de São Paulo, contudo, não há qualquer informação sobre tal programa. Será um programa piloto? O trocadilho foi péssimo mas bem melhor do que essa conversa mole toda.
Como muito bem diria o Flávio Prado, da Jovem Pan: Agora vai!!!! Isso é só o começo. Não se espantem se qualquer dia desses o Brasil despontar como uma potência do rugbi, ou se o grande prêmio do Brasil de F1 começar a ser disputado em circuito de rua. Pelo menos a prefeitura se interessaria em recuperar muito mais que 1200 metros de vias públicas.
Em tempos de crise é assim mesmo: reduzir os gastos e superar os problemas. A tal montadora está se saindo muito bem até agora.
Provavelmente eu não postaria nada nessa atribulada e angustiosa semana pelo simples fato de não ter a mínima tranquilidade para tal. O post que tenho em mente, e no qual estava trabalhando faz parte da série Mitos acerca do mito e demanda uma certa paciência para pesquisar e traduzir. Ou seja, ia ficar pra depois. Aí, eu estava tentando preencher de qualquer forma o tempo entre a hora de ir dormir e a hora de ir dormir de novo procurando imagens da muito bacana Mellow Johnny´s, a loja do Armstrong lá no Texas. Depois de muitas imagens, matérias, blogs e revistas que alimentarão este blog por muito tempo, me deparei com esta simpática imagem do grande Albert Einstein (1879-1955) pedalando munido de toda a descontração que só uma pedalada pode proporcionar. Apreciando a felicidade do nosso camarada, lembrei de já ter visto ou escutado alguma frase dele ligada a bicicletas. Nova busca, e nos deparamos com as possibilidades filosóficas e introspectivas proporcionadas por veículo tão simples.
“Viver é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento.”
Outras frases do físico alemão atingem em cheio o cerne da questão que cala mais fundo na mente de todos que acreditam na inviabilidade de uma sociedade baseada no complexo metal-mecânico-publicitário. E não se trata, absolutamente, apenas de se mudar o meio pelo qual nos transportamos. O cidadão sabia o que dizia:
“Não podemos resolver os problemas que nós criamos com o mesmo pensamento que os criou.”
“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
“É um milagre que a curiosidade sobreviva à educação formal.”
Em tempos de crise muito se fala sobre corte de gastos públicos. Que bom seria se os poderes da União seguissem/copiassem, com o afinco de costume, mais uma “última moda” do primeiro mundo e substituíssem toda a frota automotiva destinada ao transporte de governadores, deputados, ministros, assessores de toda ordem, juízes, e suas respectivas famílias que por ventura façam uso de carros oficiais por bicicletas. O antecedente existe, e vem da Holanda. Isso mesmo, o nosso exemplo do dia não ficou a cargo de um funcionário de baixíssimo escalão de qualquer país subdesenvolvido. A essa hora da noite, não custa nada sonhar. O simpático cidadão se chama Piet Hein Donner, Ministro de Assuntos Sociais e Empregos da Holanda, e, na foto abaixo, está deixando o Ministério de Assuntos Sociais e Empregos após mais um dia de trabalho.