Guante Blanco

Essa semana comecei a rever uma série que havia me agradado muito em 2009, período em que tive a necessidade de estudar espanhol.

Com roteiro de Ramón Campos e Gema Neira, Guante Blanco (RTVE, 2008) é uma série policial espanhola que conta o jogo de gato e rato entre o inspetor Bernanrdo Valle (Carlos Hipólito) e Mario Pastor (José Luis Garcia-Perez), o líder de uma gangue especializada em roubo de objetos raros.

Durante os oito episódios, acompanhamos o desenrolar da trama principal na qual o inspetor Valle tentar montar o quebra-cabeça de crimes com modus operandi parecidos enquanto Pastor planeja e executa os próximos crimes.

Como pano de fundo para a caçada, temos o universo doméstico dos dois protagonistas que tentam conciliar os inconvenientes de suas respectivas atividades com o desafio de participar ativamente da vida familiar. Protagonistas “de carne e osso”, podemos dizer.

Bernardo é viúvo, tem um filho adolescente, Javier (Carlos Rodríguez Sastre), e uma filha criança, Inés (Barbara Meier). Recém-transferido para Madrid, precisa construir relações de confiança com sua superior Luisa (Yolanda Ulloa) e com seus sub-inspetores Rebeca (Leticia Dolera) e Cortés (Jorge Roelas).

Mario Pastor é todo errado. Esconde seus delitos por trás de uma empresa de fachada onde o grupo se reúne para planejar os roubos. É casado com a jornalista Pilar com quem tem dois filhos: Clara e Adrián. Se na vida pública Mário é um pilantra, na esfera privada mostra-se um pai e marido atencioso e dedicado.

Considero a atuação de todo o elenco muito boa com destaques para Jose Ángel Egido no papel de César Ferrer, um dos membros da quadrilha, José Luis Garcia-Perez (Mario Pastor) e Barbara Meie, que interpreta Ines, a filha de Bernardo Valle. A atuação de Carlos Hipólito é excepcional. Um dos melhores atores que já tive o prazer de ver atuar.

Enfim, a série vale muito a pena e ainda te ajuda a melhorar o espanhol. Você pode assistir a todos os episódios aqui

Trabalhando pelo dia do caçador

Inspetor Bernardo Valle: trabalhando pelo dia do caçador.

Bernardo Valle e sua família

Bernardo Valle e família.

Mario Pastor e família

Mario Pastor e família

As muitas faces de Mario Pastor

As muitas faces de Mario Pastor.

As muitas faces de Mario Pastor

As muitas faces de Mario Pastor.

Um brinde aos negócios

Mario Pastor e Nicolás: um brinde aos negócios.

Até a próxima

Serie Expresso Brasil

Nos meus longínquos tempos de vestibulando, acompanhei interessadíssimo uma serie que passava na TV Escola. Não lembro se o nome era o mesmo, mas o conteúdo era. Artistas falando do seu estado natal. Nessa época, acabara de conhecer a obra de Ferreira Gullar e me deliciava vendo-o recitar seus versos e apresentar os cenários que inspiraram e serviram materia à sua poesia. Vi outros episódios também: As Alagoas de Ledo Ivo, O Ceará de Falcão, O Rio Grande do Sul de Jorge Furtado, O São Paulo de Haroldo de Campos. Pouco tempo atrás, vi O Sergipe de DJ Dolores e agora na hora do almoço, O Piauí de Niede Guidon. A riquesa da serie está na escolha dos narradores, cientistas ou escritores com grande conhecimento em suas áreas mas acima de tudo capazes de fazer da sua história o fio condutor de uma síntese sobre as peculiaridades e curiosidades de cada uma das vinte e sete unidades da federação.

Vocês podem ver um aperitivo da serie no youtube

E os episódios completos no site do canal TAL – Televisión America Latina

Holstee Manifesto

Faz uns dias que conheço esse vídeo muito inspirador e gostaria de ter feito uma tradução dele antes. Por uma serie de motivos isso não foi possível. Hoje, conheci o site ciclovivo e encontrei uma tradução livre (e, infelizmente, anônima). Fiz umas pequenas alterações e lá vai!

Tradução Livre (Ciclovivo com adaptações)

Esta é a sua vida. Faça o que você ama, e faça com frequência.

Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não gosta do seu emprego, peça demissão!

Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir televisão.

Se você está procurando o amor da sua vida, pare. Eles estarão esperando por você quando você começar a fazer as coisas que você ama.

Para de analisar demais, a vida é simples. Abra sua mente, braços e coração para novas coisas e pessoas.

Nós estamos unidos por nossas diferenças.

Algumas oportunidades só aparecem uma vez, agarre-as!

Viaje frequentemente. Se perder vai te ajudar a se encontrar.

Todas as emoções são bonitas.

Quando você comer, aprecie cada mordida.

Pergunte qual é a paixão da próxima pessoa que você vir. Divida seu sonho inspirador com elas.

A vida é sobre pessoas que você conhece, e as coisas que você cria com elas. Então, saia de casa e comece a criar.

A vida é curta, viva os seus sonhos e compartilhe suas paixões.

Sobre o vídeo

O filme LifeCycle, feito pela Holstee Manifesto, surgiu como um desejo de trazer a energia e a paixão por trás do Manifesto para a vida através da bicicleta.

À medida que procuramos viver estilos de vida conscientes que deixam um impacto positivo sobre as pessoas e o mundo ao nosso redor,
andar de bicicleta tornou-se uma paixão que é muito mais do que uma alternativa de transporte. É uma maneira de viver plenamente a cidade que amamos e todos os seus detalhes.

Este filme é uma celebração. É uma celebração de reuniões, da diversidade, da vida e da beleza da experiência compartilhada.

A bicicleta e as novas formas de se fazer política

Hoje conheci o Blog do Ricardo Young. As reflexões sobre seu post me levaram à opção de reativar esse espaço. Mas não da forma que eu gostaria: com calma, mais detalhamento e um par ou dois de links. Enfim, as parcas reflexões que jogo pro mundo agora foram suscitadas pelo post do link abaixo e representam mais um fluxo de consciência do que a tentativa de achar a solução de finitiva para os problemas da humanidade. Ou seja, é só um post de blog um tanto apressado sobre a bicicleta e as novas formas de fazer política que a têm acompanhado mundo afora.

Pedalar é uma bela forma de mudar o mundo e caso seja realmente possível generalizar esse comportamento vanguardista para toda uma geração, daqui a vinte anos teremos um país realmente diferente do que temos hoje. Eu, particularmente, penso que, raríssimas exceções, os cabelos brancos deixaram de ser sinônimo de uma experiência capaz de antever acontecimentos e planejar o futuro para ser um dique de contenção para essas novas formas de entender e fazer política.

Aquele mundo simbolizado pelos EUA dos anos 50 não faz mais sentido e mesmo assim continua sendo bandeira de campanha Brasil afora. E muito mais do que uma lista de promessas de campanha, os passadistas detentores do poder terminam por transformar o seu modo de fazer e pensar a política em um caminho de ascensão política para os mais jovens que querem jogar o jogo “custe o que custar”.
Comecei esse post bem otimista e agora já me sinto um tanto confuso quanto às possibilidades de mudança. Mas toda disputa é assim: incerta, angustiante e tentadora.

http://blogdoricardoyoung.blog.terra.com.br/2012/02/23/bikes-jovens-e-um-novo-jeito-de-se-fazer-politica/

Será o fim da responsabilidade civil?

O Zé Simão ainda está de férias mas as piadas prontas não param de surgir. O Palhaço-mor da República continua com as suas estripulias.

Segue abaixo, notícia do STF na qual pode-se ver a quantas anda o nível de alucinação e descolamento da realidade de algumas decisões do Egrégio Tribunal.

Segundo a decisão da corte, só haveria dolo se a pessoa tivesse bebido com a intenção de matar!!!!! Ora, quer dizer que, no meu entender, o STF está assumindo que todos os brasileiros são incapazes segundo o Código Civil “os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática” dos atos da vida civil.

No exemplo acima, ou seja, beber e matar por atropelamento, o fato de o motorista não ter bebido como parte de um plano para matar faz dele um incapaz de ser responsabilizado por assumir o risco de matar, mesmo com todas as campanhas, conhecidas de todas as pessoas, alertando sobre os riscos de se dirigir embriagado.

É uma decisão absurda que na prática dá salvo conduto a todos os idiotas que misturam bebida e direção para sairem matando por aí. Será o fim da responsabilidade civil?

O mais novo Ministro, Liuz Fux, afirmou em seu voto que “a embriaguez que conduz à responsabilização a título doloso refere-se àquela em que a pessoa tem como objetivo se encorajar e praticar o ilícito ou assumir o risco de produzi-lo.”

Será que este motorista seria condenado pelo Ministro Luiz Fux?

Como não tenho formação jurídica, fica difícil mensurar o impacto de uma pronuncia dessas pelo STF, mas como ciclista fica cristalino que pedalar ou andar a pé nesse fantástico mundo do STF é cada vez mais complicado.

Há uma página no Facebook dedicada ao Sr Ministro Vossa Excelência Luiz Fux Você também pode deixar sua opinião sobre a decisão no twitter do tribunal @STF_oficial

Segue a notícia

“A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, na tarde de hoje (6), Habeas Corpus (HC 107801) a L.M.A., motorista que, ao dirigir em estado de embriaguez, teria causado a morte de vítima em acidente de trânsito. A decisão da Turma desclassificou a conduta imputada ao acusado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (sem intenção de matar) na direção de veículo, por entender que a responsabilização a título “doloso” pressupõe que a pessoa tenha se embriagado com o intuito de praticar o crime.

O julgamento do HC, de relatoria da ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, foi retomado hoje com o voto-vista do ministro Luiz Fux, que, divergindo da relatora, foi acompanhado pelos demais ministros, no sentido de conceder a ordem. A Turma determinou a remessa dos autos à Vara Criminal da Comarca de Guariba (SP), uma vez que, devido à classificação original do crime [homicídio doloso], L.M.A havia sido pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri daquela localidade.

A defesa alegava ser inequívoco que o homicídio perpetrado na direção de veículo automotor, em decorrência unicamente da embriaguez, configura crime culposo. Para os advogados, “o fato de o condutor estar sob o efeito de álcool ou de substância análoga não autoriza o reconhecimento do dolo, nem mesmo o eventual, mas, na verdade, a responsabilização deste se dará a título de culpa”.

Sustentava ainda a defesa que o acusado “não anuiu com o risco de ocorrência do resultado morte e nem o aceitou, não havendo que se falar em dolo eventual, mas, em última análise, imprudência ao conduzir seu veículo em suposto estado de embriaguez, agindo, assim, com culpa consciente”.

Ao expor seu voto-vista, o ministro Fux afirmou que “o homicídio na forma culposa na direção de veículo automotor prevalece se a capitulação atribuída ao fato como homicídio doloso decorre de mera presunção perante a embriaguez alcoólica eventual”. Conforme o entendimento do ministro, a embriaguez que conduz à responsabilização a título doloso refere-se àquela em que a pessoa tem como objetivo se encorajar e praticar o ilícito ou assumir o risco de produzi-lo.

O ministro Luiz Fux afirmou que, tanto na decisão de primeiro grau quanto no acórdão da Corte paulista, não ficou demonstrado que o acusado teria ingerido bebidas alcoólicas com o objetivo de produzir o resultado morte. O ministro frisou, ainda, que a análise do caso não se confunde com o revolvimento de conjunto fático-probatório, mas sim de dar aos fatos apresentados uma qualificação jurídica diferente. Desse modo, ele votou pela concessão da ordem para desclassificar a conduta imputada ao acusado para homicídio culposo na direção de veiculo automotor, previsto no artigo 302 da Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro).

Leia no site do STF

Bárbara Gancia e a falta de humanidade

“Folha de São Paulo

Suzana Singer – ombusdman
24 de Agosto de 2010
Bárbara Gancia e a falta de humanidade

Menina, que coisa estes artigos da Bárbara Gancia! Eu não me meti porque o que me afetou pesado foi a forma como ela se referiu aos companheiros de Renata, que a meu ver foi o único ponto que caberia resposta e uma provável ação na justiça. Se Renata não o fez, pelo menos não que eu saiba, não sei mais o que se pode publicar na imprensa. Seria um comentário pesadíssimo feito pessoalmente e, a meu ver, impensável de se publicar num dos mais importantes jornais do país, mesmo que de fato fossem repugnantes. Depõe contra o jornal, contra o próprio redator, que sai desta como pessoa menor. Conheço a quem Bárbara se refere e o comentário é de uma baixeza sem tamanho. Não falo sobre injustiça porque creio que é praticamente inexistente no Brasil, injustiça moral e legal. Um dos citados inclusive é ou foi fotografo da própria Folha, pai da Tati, filha de Renata; aliás amado pai, querida presença para todos. Os outros são pessoas de boa conversa, inteligentes, divertidos, educados, expoentes dentro de seus meios. Sente um pouco com o balonista (meu caro, desculpe, como sempre não me lembro de nomes), gente finíssima, exemplar, querido por todos. Sobre o que Bárbara escreve? Beleza? Desculpe, mas não dá para ir por ai, não mesmo! Não dá para publicar uma coisa destas. Deprimente, realmente deprimente, deprimente geral. É um dos maiores absurdos a coisa ficar por isto mesmo. Não sei como correu ai por dentro da Folha, mas Bárbara deveria minimamente uma retratação pública, que parece que não o fez e não é mais hora. O fato mostra muito do que nos transformamos como povo. Estamos há muito na época do “Foda-se o respeito pelo outro, eu quero o meu”. Deprimente. Tomaram as dores da bicicleta, da Renata e de outros fatos ligados a vida individual dos que protestaram, urraram, xingaram, mas e o respeito humano, como fica? O texto todo “Cicloativíssima” é um pouco “over”, mas é compreensível e até bom depois de uma segunda lida com mais calma. Agora, chamar alguém de repugnante num jornal como a Folha extrapola muito, principalmente levando em conta que tudo leva a crer que Bárbara conhece os implicados. Lembra o apedrejamento da iraniana. Aliás, lembra muito. De parte da autora e de parte do silêncio de todos leitores.”

Lido aqui