Auditoria Cidadã

Raquel Varela

Hoje o mundo divide-se entre quem legitima a dívida pública como inevitável e quem considera-a um esquema fraudulento de acumulação em que o Estado se financia não para encontrar dinheiro para serviços mas financia-se para pagar mais dívida. O sistema da dívida é hoje um sistema: usurpa um mecanismo normal de financiamento dos Estados para se tornar numa bóia de salvação de grandes negócios falidos. As moratórias sobre as dívidas tornaram-se a linha que separa a barbárie da civilização, os direitos humanos da extorsão medieval, a seriedade das contas públicas do saque fiscal.
Invocar a falta de reacção da população – prisioneira de uma vida infernal entre o trabalho excessivo e o desemprego, o embrutecimento cultural e o desconhecimento técnico e económico do que está em causa – para defender que não se pode suspender a dívida é tornar o desespero convincente e manter a miséria social que o seu pagamento…

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